Brasília sedia Encontro Nacional da Categoria Profissional da Alimentação

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Brasília sedia Encontro Nacional da Categoria
 Profissional da Alimentação

Evento reunirá dirigentes sindicais de todo o País para definir metas de trabalho para 2017. Entre as prioridades está a resistência aos projetos que flexibilizam direitos trabalhistas



A Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação e Afins (CNTA Afins) irá realizar nesta quarta (30/11), às 9h, o Encontro Nacional da Categoria Profissional da Alimentação, no Hotel Nacional, em Brasília (DF). O objetivo do evento é discutir e aprovar as principais reivindicações dos 1,6 milhão de trabalhadores no Brasil que serão trabalhadas nacionalmente em 2017. Também será discutida a definição das atividades das Secretarias Setoriais da CNTA para o mesmo período.

De acordo com a CNTA, a categoria profissional sofre atualmente com demissões, falta de avanço nas negociações coletivas, pressões psicológicas por metas agressivas, assédio moral, falta de benefícios, alto índice de acidentes e desigualdade de remuneração entre homens e mulheres. A confederação também reforça o posicionamento contrário aos projetos que vão contra os anseios do movimento sindical e da classe trabalhadora, como a terceirização na atividade-fim, a preponderância do negociado sobre o legislado, a reforma da previdência, alterações na contribuição sindical, entre outros.

Segundo o presidente da CNTA Afins, Artur Bueno de Camargo, a atual conjuntura econômica e política do País pede a união do movimento sindical. Para tentar reverter dificuldades, a CNTA irá também reformular as atividades das Secretarias Nacionais da confederação. Entidade participará ainda, nesta terça (29/11), do Seminário Nacional do Fórum Sindical dos Trabalhadores (FST), a partir das 10h, no auditório Petrônio Portela, do Senado Federal.

“É preciso nos organizarmos para resistirmos aos ataques que estamos sofrendo, principalmente, por parte do setor econômico, que quer se utilizar da crise para retirar direitos dos trabalhadores”, afirma o sindicalista, que também critica a precarização dos órgãos de controle e fiscalização, que resulta em inúmeros acidentes de trabalho e doenças ocupacionais nas indústrias alimentícias. 

Entidade apartidária e não filiada a nenhuma central sindical, a CNTA cogita adotar uma postura mais firme em suas ações. A confederação antecipa a intenção de dedurar parlamentares e políticos que prejudiquem os trabalhadores, assim a de intensificar os trabalhos no campo internacional, com campanhas de boicote de produtos e marcas, e denúncias de abusos cometidos por empresas globais, como a Ambev (Antarctica e Skol), Coca-Cola e os frigoríficos JBS (Friboi) e BRF (Sadia e Perdigão). 

Na última semana, a entidade promoveu o Seminário Regional da Categoria Profissional da Alimentação no Centro-Oeste, realizado em Cuiabá (MT). Na ocasião, foi discutido e aprovado um elenco de prioridades de ações para a categoria, obedecendo a um dos pontos da resolução final do VI Congresso Nacional da Alimentação, que ocorreu em agosto desse ano.

Pesquisa inédita

A região Centro-Oeste possui atualmente 200 mil trabalhadores nos setores de bebidas, produtos alimentícios, pesca e aquicultura, e fumo. O Distrito Federal representa 11,6 mil desse total, ocupando o 20º lugar em número de trabalhadores no País. Elaborada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) a pedido da CNTA Afins, a pesquisa Raio X da Alimentação aponta que em 2015 houve redução do número de trabalhadores nas indústrias da Alimentação na região Centro-Oeste. Eram 194.490 empregados em 31 de dezembro de 2015, contra 198.221 no mesmo período do ano anterior. 

Foram fechados, portanto, 3.661 postos de trabalho (-1,8%). Tal queda, contudo, não foi uniforme. Enquanto no DF (851) e MS (436) registrou-se expansão do emprego no período, em GO (-1472) e MT (-3476) houve recuo. Do mesmo modo, se por um lado Fabricação de Produtos do Fumo (24) e Pesca e Aquicultura (104) registraram altas, por outro, Fabricação de Produtos Alimentícios (-2937) e Fabricação de Bebidas (-852) caíram. Ainda segundo a pesquisa, a remuneração média destes trabalhadores, no mês de dezembro de 2015, era de R$ 1.844,20.


Acidentes
Entre 2012 e 2014 o número de acidentes de trabalho reduziu de 54.814 para 52.557, diferença de 2.257 acidentes ( -4,1%). De todas as divisões avaliadas pelo DIEESE, apenas a Pesca e Aquicultura apresentou aumento no número de acidentes. Na fabricação de alimentos a queda foi de 49.460 para 47.970 (-3%). No entanto, no caso do setor que lidera o número de acidentes de trabalho – o de Frigoríficos – registrou-se a ampliação do número de acidentes: de 18.226 em 2012 para 19.821 em 2014 (alta de 8,7%).
Na fabricação de bebidas a queda foi de 4.828 para 4.125 (-14,5%). Mas houve registro do aumento do número de acidentes em duas atividades: fabricação de vinhos e fabricação de águas envasadas. A queda acentuada no número de acidentes na fabricação de açúcar (redução de 4.241 acidentes ou de 2012 para 2014) correlaciona-se também com a própria queda do nível de emprego no setor (cerca 10,7%).


Serviço:
Data: 30 de novembro de 2016
Hora: 9h às 18h
Local: Hotel Nacional – Setor Hoteleiro Sul, Quadra 01, Bloco A.
Informações: (61) 3242-6171 / cnta@cntaafins.org.br


Baixe aqui (via Dropbox) a pesquisa:

Assessora de imprensa: Clarice Gulyas
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