Dermatologista fala sobre “doença do beijo” no Carnaval

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Dermatologista de Brasília fala sobre enfermidades que podem 
prejudicar a saúde do folião 

Quem quer aproveitar tudo que a alegria do Carnaval proporciona não pode se descuidar, o que vale também para a saúde. E, nessa época, o alerta principal é para o uso de preservativos para evitar as doenças sexualmente transmissíveis. Mas, até mesmo um singelo beijo pode ser fator de risco para a saúde no Carnaval. 

“Quem faz sexo sem camisinha fica vulnerável a doenças como sífilis, HPV, HIV, hepatites B e C. E, engana-se quem pensa que o beijo é ‘inofensivo’. Bactérias, vírus e fungos presentes na saliva podem ser transmitidos pelo beijo, e pessoas com sistema imunológico debilitado são mais vulneráveis a infecções”, explica o dermatologista Luciano Morgado, da clínica Monte Parnaso, na Asa Sul de Brasília. 

Segundo o profissional, doenças transmitidas pelo beijo incluem a herpes labial, sapinho ou candidíase oral, mononucleose, e herpes. 

“A herpes é caracterizada por feridas nos lábios, rosto e interior da boca, que podem até ser confundidas com aftas. Sapinho e candidíase aparecem como pontos brancos e escamosos na língua e parte interna das bochechas. A mononucleose, ou ‘doença do beijo’, provoca sintomas parecidos com os da gripe, como mal-estar, dor no corpo e na garganta, e febre. A sífilis também pode ser transmitida pelo beijo, causando lesões na boca”, alerta o especialista. 

Luciano Morgado diz que cuidados básicos com a saúde podem evitar essas enfermidades: comer e dormir bem, além de consumir muita água. Quem já possui problemas bucais fica mais vulnerável a outras infecções.

“A atenção com a higiene da boca é fundamental. Não deixe de escovar os dentes, use fio dental e enxaguante bucal. Se perceber sinais como boca seca, sangramentos e gosto amargo na boca, procure um profissional de saúde”, recomenda o dermatologista.

Luciano Morgado dá outras dicas para quem quer aproveitar o Carnaval sem consequências para a saúde e para a pele: 

“Quem vai para os blocos de rua deve sempre lembrar de usar o filtro solar, fator de proteção a partir de 30. A maioria das pessoas fica horas debaixo de Sol escaldante, e o descuido com esse produto pode levar a queimaduras na pele. Reaplique o protetor, pelo menos, de duas em duas horas, porque ele sai com o suor. Chapéu e óculos de Sol também são recomendados”, explica o especialista. 

O profissional chama a atenção para o uso do repelente. Segundo ele, o produto deve ser aplicado por cima do filtro solar, e reaplicado da mesma forma. 

“Muita atenção se tiver contato com as frutas cítricas, como limão ou caju, seja in natura, sucos ou picolés. Lave muito bem a região do corpo onde houve esse contato antes de se expor ao Sol para evitar queimaduras e manchas”, alerta o dermatologista, acrescentando que o folião deve dar preferência para brincar a festa na rua antes das 10h e após as 16h, horários em que a luz solar é menos prejudicial. 
Em relação às crianças, seguem as dicas do dermatologista: 

“Evite fantasias com tecidos sintéticos que esquentam e podem causar alergia. O mais recomendado é que os pequenos usem roupas que tenham acessórios como os chapéus, principalmente os de aba larga. Também não deixe as crianças com roupas molhada, porque podem causar micoses. E isso vale também para os adultos”, orienta Luciano Morgado, complementando: 
“É melhor optar por fantasias leves e não exagerar na maquiagem. Sempre use cosméticos, brilhos ou glitter de marcas de confiança. Produtos sem qualidade podem provocar dermatite e alergias”, avisa. 

Se o corpo inteiro merece atenção e cuidados durante a folia, para os pés, o profissional dá as seguintes recomendações: usar sapatos confortáveis, folgados ou tênis; se aparecerem bolhas nos pés, não estourar para não infeccionar.

“Um dos produtos mais populares do Carnaval são sprays de espuma. Cuidado se for atingido por um jato, pois as substâncias tóxicas podem causar reações alérgicas”, finaliza Luciano Morgado. 
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