Nota Oficial da CNTA sobre a operação CARNE FRACA

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Nota Oficial da CNTA




A Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias de Alimentação e Afins (CNTA Afins) representante de 110 mil trabalhadores da BRF (Sadia, Perdigão e Qualy) e de 130 mil trabalhadores da JBS (Seara e Friboi), vem por meio desta, manifestar sua preocupação com os resultados da operação Carne Fraca, deflagrada pela Polícia Federal.

Os fatos resultantes da referida investigação sobre esquema de propina de empresários ao Ministério da Pesca e Agricultura, e quanto à venda de carnes impróprias para o consumo são lamentáveis. Saber que empresas líderes de mercado e com forte atuação no exterior são protagonistas de uma prática perversa que coloca em xeque a saúde humana em detrimento da ganância nos causa indignação. 

Este tipo de prática ilícita e antiética não é diferente para com os trabalhadores que, por muitas vezes, são submetidos a pressões psicológicas e ritmos frenéticos de trabalho, com grande número de adoecimentos e acidentes, em detrimento do lucro da empresa. O possível envolvimento do governo neste esquema nos traz insegurança e falta de credibilidade quanto a outros tipos de fiscalizações muito importante para nós, como as do Ministério do Trabalho, órgão sucateado há muitos governos. Na categoria da Alimentação, o setor que lidera o número de acidentes de trabalho é o de frigoríficos. Entre 2012 e 2014, o número de acidentes de trabalho cresceu de 18.226 em 2012 para 19.821 em 2014 (alta de 8,7%).

Temos cobrado constantemente dos órgãos competentes a fiscalização das condições de trabalho, que são muito difíceis de acontecer pelo fato de o Ministério do Trabalho alegar não ter estrutura para atender a demanda necessária para que trabalhadores possam desempenhar suas funções com saúde e segurança. Então, nosso manifesto não só aborda a preocupação com o que é repassado aos consumidores, mas também aos trabalhadores, que estão expostos diretamente às consequências da busca pelo lucro a qualquer preço, evidenciadas nesta operação.

Para finalizar, acreditamos que o melhor combate a esse tipo de procedimento é a transparência e a fiscalização eficiente, com investimento de estrutura por parte dos órgãos competentes.


Artur Bueno de Camargo
Presidente da CNTA Afins

Assessoria de imprensa
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